29 de maio de 2012

A dança dos técnicos


O técnico do Manchester United, Alex Ferguson, está no comando do time desde 1986. É um feito inédito no mundo inteiro. E no Brasil, (ainda) considerado o país do futebol, os treinadores mal aguentam uma temporada na comissão técnica de um mesmo time. É a famosa dança das cadeiras no futebol brasileiro.
Vanderlei Luxemburgo, só nos últimos dois anos, já esteve no Atlético Mineiro, no Flamengo e agora no Grêmio. De 2010 para cá, Dorival Junior já passou pelo Santos, Atlético Mineiro e Inter, onde está atualmente. O simpático – ou que pelo menos era – Joel Santana, que dirige agora o Flamengo, não esquenta o banco há algum tempo: depois da sua passagem pela seleção da África do Sul, em 2010, ele treinou o Botafogo, Cruzeiro e Bahia.

"Foi ele, papai! Ele que me mandou embora! Aquele homem mau!"

A última vítima foi Adílson Batista, ex- técnico são-paulino, que após meras dez partidas, foi demitido do Atlético-GO. E olhem que ele nem teve assim tão maus resultados: foram cinco vitórias, quatro empates e curiosamente apenas uma derrota - contra a Ponte Preta, na segunda fase da Copa do Brasil. A eliminação da competição e o mau começo no Brasileirão pesaram na decisão e Adilson volta a estar desempregado.
A verdade é que não há troca de técnicos como no futebol brasileiro. O mau desempenho do time é geralmente confundido com más contratações, fraca diretoria e pouco empenho dos jogadores. O técnico pode ser desprovido de culpa? Não, claro que não! O técnico dirige os jogadores, ele não só deve assumir a culpa, como deve estar aberto a esse tipo de cobranças. Mas ele precisa de crédito da diretoria – aliás, a diretoria de todos os times precisa de deixar de lado essa postura inquisitora e começar também a assumir suas responsabilidades e aceitar que deve sim, ter um papel mais participativo nas vitórias e derrotas do time.
Porque é muito lindo ir lá levantar a taça, mas na hora da crise, dificilmente param para pensar: “Espera, estou com os jogadores certos? O que está faltando? É justo mandar embora o técnico sem primeiro ver outras alternativas?”. Mas eles não fazem isso, e fica mais difícil acompanhar a dança dos técnicos do que a dança dos famosos do Faustão.
E podem até rolar apostas: quem será o próximo a cair? Eu voto em Joel Santana! Mas torço para que seja o Mano Menezes. 
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26 de maio de 2012

Portugal precisa se destacar

Não, não é nenhuma referência à crise que assola a minha amada pátria. Quem precisa se esforçar é a seleção portuguesa, que às vésperas de mais uma Euro, ainda não mostrou ao que veio e continua não convencendo.
O empate no amistoso com a Macedônia, que está em 98º lugar no ranking da FIFA - Portugal está em 5º, uma posição à frente do Brasil (RÁ! rs). Se a diferença é tão grande, o que será que aconteceu?




Eu não vi o jogo, mas pelas notícias que li, a partida foi extremamente lenta, sem que Portugal conseguisse sequer passar pela zaga do adversário. O lindo C. Ronaldo, mais uma vez, não jogou muito e provou a minha opinião sobre ele na seleção: pouco ou nada faz.
Semana que vem, a seleção joga o último amistoso antes da Euro, contra a Turquia, em Lisboa. Pode ganhar, perder ou empatar de novo, pouco interessa, o caldo está entornado faz tempo para Paulo Bento. Até porque a Euro será, provavelmente, a competição mais difícil para a seleção portuguesa: o grupo em que Portugal está é a razão porque criaram a expressão "grupo da morte", Portugal, Alemanha, Holanda e Dinamarca. #medo
Alemanha e Holanda são as favoritas para as oitavas, são duas das melhores seleções do Mundo e só uma grande surpresa colocaria Portugal nas oitavas. Se eu acredito? Claro que acredito, no futebol tudo é possível, por isso que é o melhor esporte do mundo! Se vai ser fácil? Claro que não! E não acho que o técnico ainda vai a tempo de fazer muitas mudanças. Resta ir com a cara e a coragem.

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25 de maio de 2012

Separados no nascimento: MMA

E eis que o Separados no Nascimento regressa, com a estreia da coluna com integrantes do MMA! 
O TUF Brasil está pior que novela, mimimi do Wanderlei para cá, discursos demagogos do Belfort para lá... Mas eu gosto do programa e não pude deixar de reparar que um participante poderá, em breve, se juntar a Wanderlei Silva para criar um novo mutante, que nos foi apresentado no filme Wolverine Origins. Vejamos:




O Thiago Bodão ficou famoso por acabar com o Massaranduba (we love U, Massara!) e o Wanderlei Silva por ser chato (ok, e também por ser um relativamente bom lutador, com mais glórias na época do Pride do que propriamente no UFC do Dana White). Com receio da luta do próximo dia 23 de junho, em que terá de enfrentar Vitor Belfort, Wanderlei já recorreu aos dotes do prodígio Bodão para poder se transformar no Deadpool. 
Mas não sei se é uma boa escolha. Afinal, o Wolverine acabou com o Deadpool, portanto... será que Wanderlei fará sequer cosquinha no Belfort? Aguardemos.
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O que faz um ídolo?


Quando se fala em esporte, dificilmente não nos lembramos de ídolos, aqueles atletas – de qualquer modalidade – que se destacam não só pela sua habilidade em campo, quadra, piscina ou pista, mas também pela forma como levam a vida e de que forma se pode tornar exemplo (ou não) para os fãs.
E se formos falar de ídolos no esporte brasileiro, ficaríamos aqui eternamente: Ayrton Senna, Pelé, Ronaldo, Raí, Rogério Ceni, Garrincha são alguns nomes. Em outros esportes, temos Guga, Cielo, Emerson Fitipaldi, Piquet (o pai, porque o filho, né...), Popó, Maguila e por aí fora.
Nos últimos anos, temos assistido a novos ídolos. Kaká é provavelmente um deles. Mas não é unanimidade, mesmo depois de já ter conquistado o prêmio da FIFA – há quem o chame de pipoqueiro e a sua postura cristã eu-casei-virgem nem sempre é vista com bons olhos. (Na minha humilde opinião, o Kaká é um ótimo jogador, mesmo com a fase atual de lesões e “aquecimento de banco com os glúteos”, e a sua postura de homem de família não me desagrada, pelo contrário).
Temos Neymar, com a sua ousadia e alegria. É claramente o melhor jogador do Brasil, do continente até, é novo, se identifica facilmente com a molecada, tem aquele “quê” de atrevido que faz tanta falta no futebol europeu (embora eu defenda que técnica é mais importante) e tem o cabelo mais ridículo da história. Ele é o mais novo ídolo do Brasil. Eu, particularmente, não gosto muito dele. Nada relativamente ao seu modo de jogar, nisso só discordaria se eu fosse idiota (se bem que aquela paradinha no Rogério dói até hoje rs). Só não acho muita graça ao seu jeito palhacinho de ser, meio cai cai, de dar chapéu com o jogo parado e de estar em todos os comerciais disponíveis na TV Brasileira. Mas ele não faz nada de errado, não se dá com traficantes (oi, Adriano!), não mata cachorro (oi, Wagner Love!) e faz tudo o que um cara da idade dele faz, sem excessos e com muitos milhões de dilmas na conta.


Aí temos Anderson Silva. Indiscutivelmente um dos melhores atletas de MMA do mundo. Mas será que ele é um ídolo? A meu ver, não. Na minha opinião, um ídolo não se faz só no que ele faz  na sua profissão, mas em como ele lida com a fama e como passa sua imagem para os fãs. E Anderson Silva não faz isso da melhor forma. O seu tom de arrogância, o jeito Globeleza de ser mercantilizou o campeão, o tornando um produto fabricado, que olha os outros de cima e que se acha invencível. Aí que ele perde a categoria de ídolo, quando acha que ninguém o poderá bater. Claro, o atleta tem de confiar no seu taco, mas daí a menosprezar o adversário vai uma grande diferença.
Eu achava que o Anderson Silva era unanimidade, mas ao ler os comentários desta notícia, acabei vendo que não é bem assim. E não é que eu vá torcer pelo Sonnen, mas acho que perder seria um tapa de luva branca no Spider. E quem sabe ele melhora.
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E agora, Felipão?


O técnico do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, já deu o aviso: não vai permanecer no comando do time em 2013. Felipão está no Palestra Itália desde julho de 2010 e, desde então, não conseguiu grandes feitos no clube, a não ser as semifinais da Copa Sul-Americana em 2010 e do Campeonato Paulista em 2011. Não venceu nada e morreu na praia. Agora, o técnico pentacampeão pela seleção brasileira em 2002 quer alcançar novos voos, que com certeza, não passam pelo gramado palmeirense.

A torcida do Palestra parece não estar muito contente com  o “chefão” da comissão técnica, que está longe de ser unanimidade no time: reza a lenda que o seu salário chega aos R$ 700 mil por mês e que a relação com a diretoria há muito que azedou, fora que a euforia pela vinda de um técnico pentacampeão para o time acabou quando o time continuou sem ganhar nada. E aí, não há torcida que aguente.
Mas, e agora, Felipão? Qual o seu destino? Sendo um dos melhores técnicos brasileiros, a disputa por ele deverá ser grande. E Arnaldo Tirone ainda diz que conta com o técnico no time. É, Tirone, você até pode contar com o Felipão, mas ele não parece contar muito com o Palmeiras.

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21 de maio de 2012

O “Imperador” está precisando de castigo!


Quem o viu e quem o vê: Adriano, tido como ídolo por muitos flamenguistas, já não é visto com bons olhos pela maior torcida do Brasil. E também não é para menos: o atacante está brincando com a sorte. Depois de ter sido demitido por justa causa do Corinthians, por alegadamente ter faltado a 67 sessões de fisioterapia, Adriano foi recebido de braços abertos pelo Flamengo, para se recuperar da cirurgia no tendão de Aquiles do pé esquerdo. Mas parece que o jogador não está muito interessado nem em se recuperar, tampouco em se manter na linha.
Na semana retrasada, o jogador faltou a duas sessões de fisioterapia. Faltou ao tratamento, mas não faltou às festas e noitadas na Barra da Tijuca, em que é visto constantemente. Será que o menino perdeu a hora?
A verdade é que Adriano está pisando na bola já faz algum tempo. Desde confusões com a ex-namorada na favela, envolvimento com traficantes poderosos da Vila Cruzeiro e tantas outras polêmicas, ele ainda conta com a boa vontade (ou seria ingenuidade?) de alguns clubes que ainda o querem ajudar. Quando foi demitido do Corinthians, Adriano se disse humilhado. Mas, nós do jornal Oi, achamos que quem sai humilhado de toda esta história é o futebol brasileiro, que ainda acha que sai suco dessa “laranja podre”. Acorda, Flamengo!

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21 de abril de 2012

Separados no nascimento: véi, eu sou um desenho!

Jogar no Palmeiras está longe de ser um filme da Disney ou Pixar, caracterizados por terem um final feliz. E como no futebol, finais felizes são sinônimos de títulos, o Guarani da capital dificilmente poderia ser tema de filme de desenho animado. Certo? Errado!
A equipe do Falta Pra Cartão viu várias semelhanças entre o Palmeiras e o filme Shrek: tem o burro (ou vários), só tem trapalhada do(s) ogro(s) e assistir esse filme e os jogos do Palmeiras só têm um resultado: muita risada!
Mas o que provavelmente vocês não sabiam é que o elenco do Palestra Itália conta com um ator do peso: o príncipe encantado malvado do Shrek, Henrique!



Será que a fada madrinha não pode jogar uns pós de perlimpimpim no time do príncipe da Barra Funda? Eles estão precisando!
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5 de março de 2012

A sereia está de volta

A jogadora Bebel, excelente meia e ex-companheira de Marta no Santos, parece que se recuperou do seu problema com drogas. A atleta esteve presa em fevereiro por suspeita de furto a um veículo e agora, nem um mês depois, foi contratada pelo time feminino do Juventus-SP, onde espera recuperar a glória perdida.
Droga, qualquer droga, é a pior coisa do planeta. Destrói famílias, vidas e carreiras. E acredito que já ninguém pensa que crack é coisa de viciado pobre. Não, tem muito rico filho de papai fumando cachimbo. Eu sempre defendi a ideia de que só é viciado em drogas quem quer. Mas a vida me ensinou que nada é tão linear assim e que usuário de drogas precisa, sim, de ajuda. Não adianta querer dar uma de suprassumo da moralidade e chutar cachorro morto.


Não sei se a Bebel vai poder recuperar o tempo perdido. Aliás, ela foi expulsa do Santos precisamente pelo seu problema com as drogas. Dizem que até usava dentro do alojamento. Ou seja, será bastante complicado voltar a confiar em Bebel. É difícil voltar a confiar em drogado, ainda mais quando ele desapontou colegas.
Por causa da prisão, Bebel perdeu o contrato com o XV de Piracicaba. Normal. Mas não é motivo para se abater. Talvez ela precisasse ser presa para cair na real e tentar recuperar a sua vida. O primeiro passo foi dado, só esperamos que a ex-sereia da Vila não se afogue.
Força, Bebel, o Brasil te ama!

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29 de fevereiro de 2012

Hermano de raça!

Estava eu a vagar pelas twitadas nossas de cada dia, e apareceu um com link para o blog de um xará meu, o Seu Felipe, para um post muito interessante sobre o argentino dos argentinos, o baixinho guerreiro e assustadoramente habilidoso, Lionel Messi. Este vídeo (que postei abaixo), mostra como um jogador de verdade tem que agir em uma partida de futebol, mesmo sendo atacado de várias formas ele só tem um objetivo, o gol. Seja conduzido pelas belas trilhas sonoras e fique embasbacado com o que o nosso hermano, jogando tanto pelo Barça quanto pela seleção argentina, faz em campo. Divirta-se!

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28 de fevereiro de 2012

Vaquinha para contratar jogador: really?

Nem só de jogadores pernas-de-pau e maus resultados causam vergonha alheia no futebol. A bola da vez é o famoso mendiguismo para conseguir verba para contratar jogador. Clubes que não têm dinheiro para adquirir o passe dos atletas, recorrem à paixão dos torcedores para conseguir o dinheiro. Mas oi?


A “vaquinha” da vez é do Palmeiras, que recorre ao bolso dos torcedores para conseguir a grana do volante Wesley, que joga no Werder Bremen e cujo passe custa modestas 21 milhões de dilmas. Sem grana no caixa e sem parceiro para embarcar no negócio, o clube do Palestra Itália achou que seria uma boa ideia pedir a ajuda dos torcedores para que o Wesley seja do Verdão. Isso tem lógica?
Não, não tem. Claro que todo o verdadeiro torcedor quer os melhores jogadores no seu time. Mas acaba aí. Torcedor não deveria ter de pagar por passe por jogadores, especialmente porque falta aquela importante questão de qualquer negócio: o retorno.
Qual é o retorno que a contratação do Wesley traz para os torcedores? Nenhum, absolutamente nenhum. O volante não é garantia de vitória, muito menos de conquista de campeonatos. E torcedor quer vitória, quer títulos. Ou no mínimo algum benefício, presente, desconto em ingresso, participação nos lucros, alguma coisa mais decente do que um certificado, um convite e ter o nome no site do clube. Para quem largar mais de milzão para o bolso do Palmeiras poder comprar o jogador, os benefícios vão aumentando, dando direito de participar de treino, coletiva ou, máximo dos máximos, poder viajar com o time ou jantar com palmeirenses ilustres. Mas para chegar nesse patamar, é preciso grana.
Participar de “vaquinha” com lance mínimo de 100 dilmas para comprar jogador para o time do coração é furada. É mais do que isso, é cilada. Comprar jogador não deve ser responsabilidade de torcedor. Deve ter apaixonado pelo time que com certeza se deixa levar pela paixão e desembolsa cenzão para a vaquinha, mas acorde, a sua participação no clube acaba aí. Você nunca poderá participar de assembleia e votar em presidente.
Clubes do meu Brasil, se não têm dinheiro para contratar jogador, talvez seja boa ideia sequer escrever cartas de intenções ou trazer o atleta para treinar (mesmo com a desculpa de fuga de investidor). Mesmo assim, se quiserem mendigar para trazer jogador, façam por atletas de nome, com título, brasileiros ou estrangeiros. Porque, na boa, quem é Wesley mesmo?

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